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24 de Setembro de 2020

INSS faz estudo para reabrir as agências, mas as previsões, infelizmente, não são as melhores!

Se você está aguardando a reabertura das Agências do INSS. leia esse texto.

Josenildo Júnior, Advogado
Publicado por Josenildo Júnior
há 4 meses

A diretoria de atendimento do INSS concluiu um estudo sobre a possibilidade de reabertura das agências da Previdência Social (APS) e o parecer não foi muito animador para milhões de brasileiros que dependem desse serviço.

O estudo de viabilidade também analisou os números de requerimentos feitos durante a suspensão do atendimento presencial. Entre o dia 20/03 e 14/05 foram cerca de 626.088 mil pedidos de benefícios por incapacidade, sendo concluídos 208.068 mil pedidos. A quantidade de requerimentos e a falta de suporte e adequação para analise dos pedidos pode ser uma das explicações para a demora na conclusão da análise.

Os trabalhadores que pedem auxílio doença são os que mais tem tido dificuldades, principalmente pelo fato de que as perícias presenciais estão suspensas. Então foi criada a antecipação de um salário mínimo para quem está na fila de de espera. Entretanto, o INSS não estava preparado para essa demanda, conforme o estudo, até 14/05/2020 foram feitas cerca de 591.080 mil solicitações de antecipação de auxílio doença, tendo sido antecipado 146.058 mil.

A notícia que pode não animar muito quem precisa dos serviços do INSS é que a diretoria fez um levantamento da possibilidade de retorno, recomendando que não haja reabertura das agências em maio/2020.

A média de servidores do grupo de risco nas 5 Superintendência Regionais do INSS é cerca de 40%, isso dificulta a volta ao atendimento presencial.

Considerando outros fatores, a diretoria concluiu que a capacidade de pessoal para atendimento presencial no INSS em todo país seria de 37%.

Além disso, pela falta de efetiva confirmação do recebimento de equipamentos de proteção individual em todas as unidades de atendimento do INSS no país, a diretoria de atendimento recomendou que os atendimentos presenciais sejam retomados a partir de agosto de 2020,desde que haja condições de segurança aos servidores e segurados, sendo um retorno gradual, levando em consideração o pico de casos em cada estado do Brasil, bem como as possíveis aglomerações e filas nas unidades de atendimento.


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